31 maio, 2010

por enquanto, só aqui

(em português e crioulo)

Paraíso apagado por um trovão,
José Luiz Tavares, Universidade de Santiago

enquanto não chega o número novo

Confraria

uma cançãozita para ouvir ao almoço



Espectáculo, Sérgio Godinho

pronto, mistura o que quiseres


Noites,
Luís Garcia de Medeiros, & etc

Cacela e o seu poeta...,
Ibn-Darraj al-Qastalli, C.M. de Vila Real de Santo António

Movimentos no escuro,
José Miguel Silva, Relógio d´Água

Viajante oxalá,
António Barahona, Guimarães Editores

O mar de permeio,
Marly de Oliveira, Editora Nova Fronteira

Caderno Afegão,
Alexandra Lucas Coelho, Tinta da China

Luz central,
Ernesto Sampaio, Edição do autor

Life, letters and Poetry,
Michelangelo, Oxford

Poesia cubana contemporânea - Dez poetas,
AAVV, Antígona

Mensagem,
Fernando Pessoa, Parceria A.M. Pereira

mas é uma pérola, doutor?, perguntou doutor Claro ao doutor Caeiro

Depois da Rússia,
Marina Tsvetáeva, Relógio d´Água

no repeat


Enregistrement Public A L'Olympia 1961, Jacques Brel

28 maio, 2010

composta exclusivamente por gringos e bifes

Antologia de poesia Anglo-Americana...,
AAVV, Campo das Letras

que a brisa do Brasil beija e balança*

Os ignorantes,
Pedro Cardoso, 4004 Edições


* É um verso de Castro Alves

parece que vai haver mais


Criatura nº4,
AAVV

também o livreirito fica um nadinha confuso

pronto, mistura o que quiseres


Ideias lebres,
Ernesto Sampaio, Fenda

A parte pelo todo,
João Luís Barreto Guimarães, Quasi

Los perros románticos,
Roberto Bolaño, Acantilado

Cantares de Ise,
Ise Monogatari, Hiperión

Bestiário Lusitano,
Alberto Pimenta, Appia

Amo agora,
Marina Cedro e Casimiro de Brito, 4 Águas

Arado,
A.M. Pires Cabral, Livros Cotovia

Selecção de poemas,
Borja da Costa, Lidel

Poems,
John Betjeman, Faber & Faber

Cirrose,
Miguel Martins, Fenda

uma cançãozita para ouvir ao almoço


Relampiano,
Lenine e Paulinho Moska

quem é que já tem, quem é?

Curso Intensivo de Jardinagem,
Margarida Ferra, & etc

está para sair um contra Sócrates e outro contra Cavaco

Contra Salazar,
Fernando Pessoa, Angelus Novus

jogam no subterrâneo

O palco e o mundo,
Pádua Fernandes, & etc

no repeat


The Köln Concert, Keith Jarrett

27 maio, 2010

esgotou e bem

A porta de Duchamp,
Rosa Maria Martelo, Averno

convocado para o mundial

Poesia,
Rabindranath Tagore, Assírio & Alvim

que a brisa do Brasil beija e balança*

O arco-íris branco,
Haroldo de Campos, Imago

* é um verso de Castro Alves

estão depois do i

Nuvens e labirintos,
José Mário Silva, Gótica

Auto-retrato num espelho convexo ...,
John Ashberry, Relógio d´Água

Poesía en la residencia - La voz de... (com cd),
José Ángel Valente, Publicaciones de la Residencia de Estudiantes

Agrestes,
João Cabral de Melo Neto, Editora Nova Fronteira

O sino de areia,
José Miguel Silva, Gilgamesh

Antes que chegue a noite,
Juan Luis Panero, Fenda

Também a memória é algum conhecimento,
João Miguel Henriques, Lumme Editor

Os poemas possíveis,
José Saramago, Caminho

Poesía completa,
José Agustín Goytisolo, Lumen

mas é uma pérola, doutor?, perguntou doutor Claro ao doutor Caeiro

The conference of the birds,
Fardi Ud-Din Attar, Penguin

uma cançãozita para ouvir ao almoço



Tempo só (Time will tell), Gilberto Gil

um poema

à memória de Ester Carneiro Gonçalves

1920-2010

Tia,
Somos apanhados de surpresa e o carteiro atrasou-se na entrega.
Um sorriso, uma vida inteira, talvez seja isto que quero agradecer.
Já não sou o menino dos rebuçados a fugir da escola,
Cercando o seu jardim com a bicicleta verde.
Nem sei dela.
Deve ter ferrugem e musgo.

Hoje cortei a barba para não parecer desleixado
E ajudei os homens do caixão, à porta do seu quarto.
As suas mãos estavam macias. Tinha um vestido preto,
Um lenço de seda e um colar de pérolas falsas.
A Tia nunca cedeu a populismos. Foi sempre igual a si.
Fica bem de colar a dizer mal do 25 de Abril,
Ainda que eu possa discordar.
Mas cuidou democraticamente da minha infância quando a minha mãe estava obrigatoriamente ausente e era Verão.


Sabe, Tia, foi Verão durante muitos anos.
Demorou uma vida esta carta em que o sol foi sempre radioso e a noite estrelada. Não havia morte.
Essa coisa dita desse modo, era como um país distante.
A tia nunca soube, mas anoiteceu na minha vida.
Temos talvez histórias parecidas.

Lembra-se do dia em que fomos à Quinta da Ribeira?
Foi o último, sim. A tia sabia.
Por isso,tornou aquele momento especial.

Provavelmente terá trazido um ramo de espiga, uma rosa ou uma outra flor.


Esta carta chega tarde. A esta hora já dorme, depois de ter comido uma maçã assada e ter estado com alguns que amava.


Daqui a pouco vou sair da escola
Vou comer um bife feito pela minha avó
E vou com o Pedro (saudades dele) rondar eternamente o seu jardim com a bicicleta verde.
A tia chega à porta, finge estar zangada
e
Sorri.

está cheio de cidadãos ligeiramente parecidos com Dom Ximenes Belo ou o Dr. Ramos Horta, que, quando jovens, pareciam o pequeno Martunis

Um cancioneiro para Timor,
Ruy Cinatti, Editorial Presença

dentro dos envelopes ou dos mails há coisas, digamos, giras

(...)

venho por este meio felicitar os seus tomates,
cujo tamanho se me afigura, digamos, descomunal.

Grande abraço

(...)

no repeat


Les triplettes de Belleville, Benoît Charest

26 maio, 2010

apareceu esgotado

Poesia 1958-1978,
Ana Hatherly, Moraes Editores

pronto, mistura o que quiseres

Poesia completa - 1979-1994,
Luís Miguel Nava, Dom Quixote

Viagens - 1978-2008,
Gil de Carvalho, Assírio & Alvim

Adoecer,
Hélia Correia, Relógio d´Água

Obra poética,
Yves Bonnefoy, Iluminuras

A tua cara não me é estranha,
Helder Moura Pereira, Assírio & Alvim

Em nenhum paraíso,
Diego Doncel, Averno

Senhor fantasma,
Pedro Mexia, Oceanos

Poemas escolhidos,
Jorge Luis Borges, Dom Quixote

A escrita,
Paulo da Costa Domingos, & etc

Poesia da recusa,
AAVV, Perspectiva