29 maio, 2009

chegou a jogar pela Juve

(em italiano e português)

No brando rumor da vida, Sandro Penna, Assírio & Alvim
(tradução de Maria Jorge Vilar de Figueiredo)

gostava muito que este senhor cá viesse

Antologia poética, António Osório, Quetzal

devia ter ganho o Bes Photo

A ilustre máquina de Ramires, António Pocinho, Fenda

um poema

formiga

"Pai, anda cá", diz a minha filha.
Pela parede branca sobe uma formiga,
minúscula, muito lenta, obstinada.
A minha filha encolhe o corpo
pequenino para olhar. Não sei se é
a primeira vez que vê uma formiga;
mas é, parece-me, a primeira vez
que se apercebe da enorme diferença
de escala que a separa do insecto.
A minha filha acompanha a subida
heróica da formiga pela parede
branca, vira-se para mim, sorri.
É nesse espaço subitamente tenso,
criado entre a alegria infantil da
descoberta e o esforço irracional
da formiga, que nasce o poema,
mesmo se eu já desisti dele para
limpar o ranho que a minha filha,
absorta, deixou chegar até à boca.

José Mário Silva
in Luz Indecisa, Oceanos

a propósito de senhores

Uma pedra ao lado da evidência, Sebastião Alba, Campo das letras

não faças misturas

As duas vozes, Arnaldo Mesquita, Edições Avante

Lunário, Al Berto, Assírio & Alvim

Villa Boa de Goyaz, Cora Coralina, Global

O princípio de Utopia, O princípio de realidade seguidos de
Ana Brites, Balada tão ao gosto popular português
& Vários outros poemas,
Alexandre O´Neill, Moraes Editores

Poesía completa, Ryszard Kapuscinski, Bartleby editores
(tradução de Abel A. Murcia Soriano)

no repeat


Ascent, Bernardo Sassetti

28 maio, 2009

professores





Astor Piazzolla

não faças misturas

Coisas, AAVV, & etc

Longe do mundo, Jorge Fallorca, Frenesi


Vozes do Brasil - Auto de Romaria, Carlos Nejar, José Olympio Editora

Collected poems - 1947-1997, Allen Ginsberg, HarperCollins

Baladas Hebraicas, Else Lasker-Schüler, Assírio & Alvim
(tradução de João Barrento)

juro pela minha saúde

Entre ontem e hoje,
são já três os tipos que aqui entram a pedir dinheiro emprestado.

axiomática esplendorosa

Tó Carlos - O único mister que ainda aposta no Carlos.




Não me entendo com o meu amigo Carlos
nem em Teoria Psicanalítica
nem em futebol.

*

O meu amigo Carlos não acreditava que eu escrevia sobre futebol
e agora não acredita que vou escrever sobre ele.

*

Avisei 3 vezes o meu amigo Carlos antes de rematar, a bola bateu no poste e entrou.

*

O meu amigo Carlos é psicólogo mas é homem,
eu sou psicólogo mas sei jogar à bola.

*

O clube do meu amigo Carlos perde poucas vezes e isso enfurece-me.

*

Era para fazer um arranjinho entre uma amiga minha e o amigo Carlos,
mas por causa das bocas foleiras ele vai teinar sozinho,
longe do resto do plantel.

uma risota pegada

O livro da pobreza e da morte, Rainer Maria Rilke, Bonecos Rebeldes
(tradução de Ana Diogo e Rui Caeiro)

é quase verdade

no repeat


Miserere, Arvo Pärt

26 maio, 2009

viva o Rei

Poesia, Guilherme IX de Aquitânia, Assírio & Alvim
(tradução de Arnaldo Saraiva)

a propósito de senhores


chegou esgotado

O sino de areia, José Miguel Silva, Gilgamesh

voltou há pouco

Coração alcantilado, Carlos Poças Falcão, Opera Omnia

um achado


O livro inclinado, Peter Newell, Orfeu mini
(tradução de Rui Lopes)

que a brisa do Brasil beija e balança*

Olho nu, Dado Amaral, Mundo das idéias

* É um verso de Castro Alves

há mil anos a bombar


Cacela e o seu poeta Ibn Darraj al-Qastalli..., C.M. de Vila Real de Santo António
(traduções de vários autores)

a Tinta da China faz coisas tão lindas

Obra poética completa, Edgar Allan Poe, Tinta da China
(tradução de Margarida Vale de Gato)

já a da Ferreira Leite...


A tua cara não me é estranha, Helder Moura Pereira, Assírio & Alvim

um poema

OS SODOMITAS

Em itálico grafados
noutras palavras mais duras,
com mofa são observados
de viés por essas ruas.

Como hienas na pintura
de bestiários passados,
em velhas lendas perduram
os varões assinalados.

José António Almeida
in A MÃE DE TODAS AS HISTÓRIAS, Averno

a propósito de senhores



Robin Williams

A. Manuel Vahía de Castro O´N. de Bulhões

De ombro na ombreira, Alexandre O´Neill, Dom Quixote

um poema

AOS VINDOUROS, SE OS HOUVER...

Vós que trabalhais só duas horas
a ver trabalhar a cibernética,
que não deixais o átomo a desoras
na gandaia, pois tendes uma ética;

que do amor sabeis o ponto e a vírgula
e vos engalfinhais livres de medo,
sem peçários, calendários, Pílula,
jaculatórias fora, tarde ou cedo;

computai, computai a nossa falha
sem perfurar demais vossa memória,
que nós fomos pràqui uma gentalha
a fazer passamanes com a história;

que nós fomos (fatal necessidade!)
quadrúmanos da vossa humanidade.

Alexandre O´Neill
in De ombro na ombreira, Dom Quixote

não faças misturas

Oulof, AAVV, Assírio & Alvim
(Poemas mudados para português por Herberto Helder)

Os poemas possíveis, José Saramago, Caminho

Rosas da China, Ana Mafalda Leite, Quetzal

Antologia de poesia Anglo-Americana, AAVV, Campo das Letras
(tradulção de António Simões)

Poesia à mesa, AAVV, Quasi

por razões de saúde

o pequeno Changuito não poderá fazer a leitura de poesia, como aqui foi anunciado há dias. No entanto, o livreirito compromete-se a melhorar a tempo do recital da próxima terça, dia 2 de Junho, ser feito com a saúde num brinco e a habitual falta de astro.

25 maio, 2009

o que me fez falta à carreira, tenho-o dito repetidamente, foi uma orquestra assim



Capullito de alelí, Caetano Veloso

dentro dos envelopes ou dos mails há coisas, digamos, giras

(...)

entre o joão almeida, o silva, o freitas, helder (sem o acento) e o gomes,
apenas me tem sobrado tempo para o forte.

chegou hoje a ana, e quer-me parecer que foi amor à primeira vista.
li umas páginas do tisanas e outras d'o pavao.

muito bom.
devia ter começado a ler poesia há anos, patrone.

(...)

um poema

SHE LIVES BY THE CASTLE

Meu amor - assim começavam
quase sempre os poemas
de que menos conseguia gostar.
Mas é verdade (a verdade
e a retórica nunca se entenderam)
que um bando de gaivotas atravessa
o pouco céu que vai da Sé aos Clérigos.

Tu dormes; nunca estivemos aqui.
A cortina por levantar, de um amarelo
duvidoso, a varanda sobre ruínas,
casas onde morou gente,
telhados abatidos que me servem
de cinzeiro. Tu dormes,
rosto abertamente escondido
sob lençóis brancos, almofadas
com brasão, espelhos dos anos vinte.

Não sabes, não sabemos, de melhor castelo.
Ignoras devagar os motivos que
em breve nos farão descer do quarto
209, Grande Hotel de Paris,
atentos aos primeiros sinais do nada.

E assim, meu amor, acaba este poema.

Manuel de Freitas
in Intermezzi, OP. 25, Opera Omnia

chegaram os bifes

(em inglês e castelhano)

La isla tuerta, AAVV, Lumen
(tradução de Matías Serra Bradford)

João Cabral de Melo Neto, você não se pode imitar*

Agrestes, João Cabral de Melo Neto, Editora Nova Fronteira

* É um verso de Alexandre O´Neill

ó Jorge

Não percebo como é que ousaram dar o prémio na categoria
não alimentar.

já cá está

Intermezzi, OP. 25, Manuel de Freitas, Opera Omnia

dizem que vai haver edição portuguesa

Omeros, Derek Walcott, Companhia das letras
(tradução de Paulo Vizoli)

novinho em folha(s)

Obrigatório não ver, Ana Hatherly, Quimera

dentro dos envelopes ou dos mails há coisas, digamos, giras

(...)

Bom, se bem o conheço estou a gastar o meu servo-croata inutilmente. Aposto que vai mas é aproveitar a noite de amanhã para ver o episódio do Equador que gravou ontem à noite.

(...)

entrou e pôs-se a dizer palavrões

(em inglês e português)

Pomas, um tostão cada, James Joyce, Iluminuras
(tradução de Alípio Correia de Franca Neto)

chegou esgotado

Homem de palavra(s), Ruy Belo, Dom Quixote

no repeat


Conte de l'incroyable amour, Anouar Brahem

23 maio, 2009

para ver com tempo



Gary Snyder

dentro dos envelopes ou dos mails há coisas, digamos, giras

(...)

Por causa da paranóia anti-tabágica qualquer dia
um gajo não tem dinheiro para mandar fumar um ceguinho.

(...)

um poema

Daqui, desta Lisboa...

Daqui, desta Lisboa compassiva,
Nápoles por suíços habitada,
onde a tristeza vil e apagada
se disfarça de gente mais activa;

daqui, deste pregão de voz antiga,
deste traquejo feroz de motoreta
ou do outro de gente mais selecta
que roda a quatro a nalga e a barriga;

daqui, deste azulejo incandescente,
da soleira da vida e piaçaba,
da sacada suspensa no poente,
do ramudo tristôlho que se apaga;

daqui, só paciência, amigos meus!
Peguem lá o soneto e vão com Deus...


Alexandre O´Neill
in De ombro na ombreira, Dom Quixote

niguém se aproxime

o livreirito está sem tabaco

dentro dos envelopes ou dos mails há coisas, digamos, giras

(...)

O «meu» Benfica talvez não contratasse a Elena e o Ben.
Os outros, quaisquer deles, ficariam bem ao lado do Cardozo.

(...)

um poema

passagem de Emile Henri

Era no tempo da palavra papel
da pluma bem comida lançando ideias de justiça aos chineses
da espingarda de ar podre ao ombro de cada um

Depois de ver com os seus próprios olhos como é que
o ratazana toma o sei chàzinho
Emile Henri
escritor da literatura da dinamite
lança a segunda bomba à porta do Café Términus
dado que: da má distribuição da riqueza e das coisas boas da Terra
TODOS SEM EXCEPÇÃO TÊM A MÁXIMA CULPA

Mário Cesariny
in Pena Capital, Assírio & Alvim,

outra pergunta inocente

E baixar o IVA aos disquitos, não?

o primeiro da dona Adília

Um jogo bastante perigoso, Adília Lopes, edição da autora

no repeat

Taconeando, Aníbal Troilo & Roberto Grela

22 maio, 2009

o Benfica acaba de confirmar o interesse em

Pablo García-Casado, Josep M. Rodríguez,
José Ángel Cilleruelo,
Elena Medel, Ben Clarke

que a brisa do Brasil beija e balança*

As solas do sol, Carpinejar, Bertrand Brasil

* É um verso de Castro Alves

dentro dos envelopes ou dos mails há coisas, digamos, giras

(...)

Depois vim contando a história do velho e dos animais em cima dele.
Tive até agora dois tipos de reacções:
ou ficam chateados porque estavam a levar tudo muito a sério,
ou primeiro nem entendem e quando se apercebem que é só uma história
riem-se cheios de maldade.

(...)

a Catarina dava-lhe mas o Ricardo não merece*

Sobre o lado esquerdo, Carlos de Oliveira, Dom Quixote



* Singelíssimo piscar de olho aos dois meninos da Trama.

soy loco por ti, América*


Antologia poética, Nicolás Guillén, Campo das Letras
(tradução de Albano Martins)

* é um verso de José Carlos Capinan

perto dos espanhóis é que o Rui está bem

Europa e mais 3 poemas, Rui Miguel Ribeiro, Letra Livre

professores



Travadinha

pergunta inocente

E baixar o IVA aos livritos, não?

depois do Nobel, ganhou a Bola de Prata

(em inglês e português)

Antologia poética, Seamus Heaney, Campo das Letras
(tradução de Vasco Graça Moura)

que a brisa do Brasil beija e balança*

As solas do sol, Carpinejar, Bertrand Brasil



* É um verso de Castro Alves

também cá está

Um cancioneiro para Timor, Ruy Cinatti, Editorial Presença

chegou esgotado e já está guardado, Maria João


Nos seus olhos de silêncio, António Ramos Rosa, Dom Quixote