31 dezembro, 2008

se for bom


o ano novo

Virá

Impávido que nem Muhammad Ali
Virá que eu vi
Apaixonadamente como Peri
Virá que eu vi
Tranqüilo e infálivel como Bruce Lee
Virá que eu vi
O axé do afoxé Filhos de Gandhi
Virá

Caetano Veloso

os últimos a sair antes do ano mudar



Poemes civils/ poemas civiles, Joan Brossa, Visor
Com licença poética, Adélia Prado, Cotovia
Telhados de vidro nº 11, AAVV, Averno
Um beijo que tivesse um blue, Ana Cristina Cesar, Quasi
Correspondência entre Sophia de Mello Breyner e Jorge de Sena, Guerra e Paz
Inimigo Rumor nº 14, AAVV, 7 Letras /Cotovia / Angelus Novus
Do tempo ao coração, David Mourão-Ferreira, Guimarães editores
Jovens ensaístas lêem jovens poetas, AAVV, Deriva
Novas memórias de Ansiães, AAVV, Averno

a cara dos piratas

Acaso julgavas que o livreiro
se tinha esquecido da promessa de ontem?





piquena lista de coisas apetecíveis (que cá estão)


Poetas com qualidades

Perigrinatio ad loca infecta, Jorge de Sena, Portugália
Büchlein Für Johann Sebastian Bach, Manuel de Freitas, Assírio & Alvim
Saxofone, Levi Condinho, & etc
Prazo de validade
, Luiz Pacheco, Contraponto
Poesias, Carlos de Oliveira, Portugália
Corpos radiantes, E.M. de Melo e Castro, & etc
Despeço-me da terra da alegria, Ruy Belo, Presença
A cidade de Palagüin, Carlos Eurico da Costa, & etc
Tempestade de Verão, David Mourão-Ferreira, Guimarães editores (X)
Legenda, C. Luís Bessa, Edições Atlas
Poemas com endereço, Alexandre O´Neill, Moraes editora
Luz central, Ernesto Sampaio, edição do autor
Cidades indefesas, Fátima Maldonado, Centelha
Morte aos chuis e ao campo de honra, Benjamim Péret, & etc
A fulminada imagem, Carlos Eurico da Costa, Estampa
Jeremias o louco, José Agostinho Baptista, Centelha
Do tempo ao coração, David Mourão-Ferreira, Guimarães editores
Photomaton & Vox, Herberto Helder, Assírio & Alvim
Textos de Guerrilha, I eII, Luiz Pacheco, Ler, editora
Para uma cultura fascinante, Ernesto Sampaio, edição do autor
Gatos e Homens, Rui Caeiro, Livraria Artes e Letras
Coisas, AAVV, & etc
Praças e quintais, Rui Pires Cabral, Averno (X)

Hoje, amanhã, depois, e depois

A poesia incompleta

Hoje fica aberta até às 19.45h;
amanhã não abre;
sexta e sábado estará aberta no horário normal.

dentro dos envelopes ou dos mails há coisas, digamos, giras

Poeta devidamente identificado escreveu há dias:

(...) Confesso-lhe que me comove essa sua paixão pela poesia e essa sua alegria quase de criança quando vende um livro “nosso” e o seu alvoroço quando no-lo comunica. Obrigado por tudo isso – e já agora Boas Festas, com ou sem suspensórios testiculares. (...)

30 dezembro, 2008

mais dois piratas

Depois de há dias ter feito referência a João Rodrigues, eis aqui um livreiro sorridente com mais dois presentinhos.

De onde vem esta ternura? e A ciência do adeus
não são livros, são delicadezas. Amanhã mostro-os.

Por ora fica só a informação de que Clara e João
passaram por aqui e deixaram estes mimos.

um beijo à Mariana e aos dois crianços


Tantos livros com a mão sábia e a marca elegante do Olímpio
estão aqui e estão em casa

este vai amanhã para o Rio de Janeiro

a Elsa e o João mostraram-me isto hoje


Um conselho de Bruno Aleixo

mais livrinhos acabadinhos de chegar


A Elsa e o João, verdadeiras cabeças, cá estiveram e disseram:

Deves dizer que tens livros de quase 250 editoras.

Ficam as editoras em A

& etc
A barca solar
A black sparrow book
A nonpareil book
A regra do jogo
Ab irato
ACD Editores
Aeroplano
Afrodite
Afrontamento
Agir
Alac
Alianza editorial
Alvorada
Ambiguae edições
Angelus Novus
Antígona
Apenas
Aquariana
Arcádia
Asa
Assírio & Alvim
Ateliê
Ática
Atlântida
Averno

uma vaca com 5 pernas



A Valsa com Bashir - Um grande filme.

O livreiro foi levado pela mão,
viu e ficou varado.

se o Dali soubesse disto ia a correr dizer à polícia

29 dezembro, 2008

coisas sérias

Paquita la del Barrio
Lucho Gatica
Mina
Antonio Machin
Olga Guillot
Armando Manzanero
Gloria Lasso
Trio Mexico
Fabiola Mendez
Los Panchos
Betty Messiego


E outros vultos do fabuloso mundo do Bolero 
são visitas frequentes do som cá da casa.

andam a brincar ou talvez não


Pede-me um gentil correspondente que lhe consiga um título impossível.

Verdadeiramente:

A faca não corta os dentes de António José Forte.

Respostas possíveis:

a) Ai não corta, não.
b) Vão mangar com o Instituto Camões.
c) Caro cliente, talvez esteja a juntar dois amigos. Forte e Herberto.


Optei pela terceira por me parecer a mais justa.

playlist para vários dias (com vénia e agradecimento a quem tem estes discos)


Arvo Pärt - Alina
Boris Vian chante Boris Vian
Lang Lang - Memory
Marvin Gaye - Let´s get it on
Dylan Thomas at the BBC
Charpentier - La descente d´Orphée aux enfers
Arvo Pärt - Miserere
Jan Garbarek & The Hilliard Ensemble - Officium
Hildegard von Bingen - Heavenly revelations
Giovanni Stefano Carbonelli - Sonates por violon & basse continue
Horowitz - Live and Unedited
Arvo Pärt - Orient Occident
Writers and Poets (Bernard Shaw, T. S. Eliot, Conan Doyle,
Stephen Spender, C. Day Lewis, Tolstoi, W. B. Yeats,
James Joyce, Virginia Woolf, etc)

27 dezembro, 2008

de repente fica-se sem pio

Alice tem três anos e disse ao pai que queria ir à livraria dos poemas. Depois de chegar pediu: Queria mais poemas para ouvir. O cd com os poemas de Jairo Aníbal Niño, Alegria de gostar, editado pela Boca e disponível aqui, já não lhe chega. Parece que gosta de vários poemas, citou três, o do estôgamo do coração com mais insistência. Obrigado à Alice e ao pai.

o inverno, parecendo que não,

é um nadinha mais chuvoso do que o verão. Mas nem esse facto reduz o brilho intenso de certas rimas do notabilíssimo Dicionário de Rimas, organizado pelo grande Visconde de Castelões. Aqui ficam mais uns exemplos:


erto

s. 2 sil.

Berto
certo
nerto

s. 3 sil.

Alberto
deserto
Gilberto
Gualberto
Humberto
incerto
lacerto
Norberto
Roberto

s. 4 sil.

Adalberto
Dagoberto
Felisberto
Melicerto
Rigoberto

foi o senhor Álvaro de Campos que mandou (eu até só estou aqui a cumprir ordens)

Todos para casa descascar batatas simbólicas



Maria Bethânia e o Ultimatum de 1917

26 dezembro, 2008

2 coisas a sério

António Maria Lisboa termina uma carta dirigida a Luiz Pacheco

Não te escondo uma certa pressa.

Luiz Pacheco a meio de uma carta dirigida a Pepe Blanco

(...) Mas falemos de coisas alegres. Fui preso na passada 2ª feira, da maneira mais estúpida e mais inverosímil: a ver um programa de televisão! Creio que a Guarda Nacional Republicana, que se fez para defender a honra e a virtude dos cidadãos verdadeiramente republicanos (como eu) me queria salvar de tão perigoso espectáculo. (...)

in Jornal do gato, Mário Cesariny,
editado por Raul Vitorino Rodrigues 1974, 25€

ao telefone (antes de abrir a porta ao público)

Voz de senhora, sotaque brasileiro:

- Posso falar com o diretor de vendas?

- Sou o senhor da limpeza e estou cá sozinho.


24 dezembro, 2008

ainda o brasil


O senhor João Cabral de Melo Neto nas palavras de Ferreira Gullar,
Chico Buarque, Adélia Prado, Adriana Calcanhotto, entre outros.



hoje fechamos mais cedo, mais precisamente daqui a mais um bocadinho

O país das maravilhas

Não se entra no país das maravilhas
pois ele fica do lado de fora,
não do lado de dentro. Se há saídas
que dão nele, estão certamente à orla
iridescente do meu pensamento,
jamais no centro vago do meu eu.
E se me entrego às imagens do espelho
ou da água, tendo no fundo o céu,
não pensem que me apaixonei por mim.
Não: bom é ver-se no espaço diáfano
do mundo, coisa entre coisas que há
no lume do espelho, fora de si:
peixe entre peixes, pássaro entre pássaros,
um dia passo inteiro para lá.

Antonio Cicero
in A cidade e o livros, Quasi, 2006

23 dezembro, 2008

mais uma preciosidade

novas aquisições

Guadalupe Grande, José Miguel Silva, Thom Gunn, Cesário Verde, Antonio Colinas, Eastwood da Silva, Ángel Carlos Pámpano, Zé Luís Costa, Edgar Lee Masters, Rui Baião, Raduan Nassar, Jorge de Sena, Joan Vinyoli, Antonio Gamoneda, Edward Lear, Manuel de Freitas, Antonio Méndez Rubio, José Bento, Felipe Núñez, Rosa Alice Branco, António Botto.

Nem só de Pablo Neruda tratam os carteiros


Chegou agora-agorinha o esperado envelope
Autobiographie mutuelles*
a 1ª edição de um labor amoroso de Alberto Pimenta e César Figueiredo
chegaram 5 exemplares e três já estão reservados



* É um livro bomba com uma tiragem mínima.

é-natal-é-natal


Eu até nem me importava de ter um filho do ppd/psd/ps/pp/be/pcp ou drógado, o que me custa mais nesta época nem é tanto a selvageria nos centros comerciais, é mais o ter que responder afirmativamente, e sorrindo, à pergunta:

- Fazem embrulhos?

Chegou o carteiro II


Já cá estão alguns dos títulos da Calambur,
uma belíssima editora espanhola.

Chegou o carteiro

e trouxe um embrulho vindo do Porto, de um tal Rui Manuel Amaral*. Obrigado. Os livros serão úteis. Um pelo poemas, outro porque há anos o procurava sem sucesso.

Corri toda a Владивосток, desci e subi o Вільня,
fiz intrigas em Мінск, madruguei em Несебър,
em busca destas duas páginas.




* Rui Manuel Amaral é um esquimó**. Nascido em 1984, na Rotunda da Boavista, durante a célebre meia-final França-Portugal, aos três anos revelou um inusitado gosto pelas letras - mais precisamente pelas letras de Raul Indipwo -, pelo ponto cruz e pelas actividades pantagruélicas. Entre 1991 e 1998 ganhou seis vezes o Sequim d´Ouro. Ficaram famosas as suas vitórias por envenenamento dos outros concorrentes. Tem um mestrado em bacharelatos e aos domingos é visto com uns calções que furtou a Vitor Hugo, o mítico hoquista filho de um escritor francês. Entre 2006 e 2007 foi conselheiro de Pedro Caldeira e Zézé Camarinha. É casado com uma santa.


** Na verdade, Rui Manuel Amaral é dois esquimós e, pela fresquinha, transforma-se frequentemente em Aniki Bobone, um lorde da Cedofeita.

o processo de robotização das estantes ainda não está terminado


Amanhã a Poesia Incompleta faz um mês e ainda não abriu falência.

Para comemorar, o livreiro compromete-se a dar um viva à república
diante de cada cliente que comprar mais do que um livro.


quem compra assim não é gago


(autores levados ontem daqui)

Amy Lowell,António Nobre, Shelley, Herberto Helder, Juan Gelman, Manuel de Freitas, Claude Mckay, Mário Cesariny, Else Lasker-Schüler, Ruy Belo, Jairo Aníbal Niño, Miguel Martins, Millôr Fernandes, Alda Lara, Mário de Sá-Carneiro, Octavio Paz, Miguel Manso, Adélia Prado, António Gregório, Bénédicte Houart, Pablo Neruda, Álvaro Lapa, Russell Edson, Adília Lopes.

22 dezembro, 2008

duas vezes Letra Livre

O carnaval dos animais , Rui Caeiro, Letra Livre 10€
Europa e mais três poemas, Rui Miguel Ribeiro, Letra Livre, 6€

Estão e cá.

novas aquisições

Max Aub
Francisco Bugalho
Ramón Gómez de la Serna
António Barahona
Pablo Neruda
Mário Cesariny
Julien Gracq
Manuel Resende
Yves Namur
Fernando Assis Pacheco
Gloria Fuertes
Eduíno de Jesus
Victor Jara
Carlos de Oliveira
Francisco Brines
Ernesto Sampaio
Gabriela Mistral

a visitar

o retrato do artista com um ar um nadinha ameaçador

Mayakovsky por Rodchenko

de uma carta do Brasil e resposta agradecida


(...) Constituir uma livraria de poesia já me é um poema, principalmente quando este mesmo poema se diz incompleto. (...)

Marco di Aurélio (que de João Pessoa, Paraíba, Brasil, mandou os seus livros de cordel).

Caro Marco,

Os seus livros aqui ficarão bem, bem como o seu gesto.
Obrigado. Muito.
Um abraço


era o que nos faltava


Poetas sem astro e críticos ressentidos
cagando sentenças sobre economia e finança.

Uma senhora que é uma menina




Mão amada me levou a Ana Hatherly. Por pudor, nervosismo e inépcia, não consegui imagens melhores. Mas o que vi foi bonito:
Duas raparigas juntas, rindo, ouvindo-se, quase como se cúmplices há muito. Pouco importa que uma das raparigas tenha o dobro da idade da outra.

está o senhor coberto de razão

The first question i ask myself when something doesn't seem to be beautiful is why do i think it's not beautiful. And very shortly you discover that there is no reason.*

John Cage


* Não parece que Mr. Cage - que teve aulas oferecidas por com Arnold Franz Walter Schönberg até este lhe dizer não tens jeito nenhum para isto, - estivesse a falar de qualquer deputado da maioria ou manipansos afins.

20 dezembro, 2008

os últimos classificados


Walter Benjamin, Os sonetos de..., Campo das letras
Waly Salomão, Algaravias, Quasi
Wei Han Wong, Tempo, Melhoramentos
Wilfred Owen, Elegias, Relógio d´Água
William Blake, Primeiro livro de Urizen, Assírio & Alvim
William Carlos Williams, Antologia breve, Assírio & Alvim
William Morris, A Beleza da Vida, & etc.
Wislawa Szymborska, Instante, Relógio d´Água
Y.K. Centeno, Peças Bem Comportadas, & etc.
Yannis Ritsos, Crisótemis, Oiro do dia
Yves Bonnefoy, Rimbaud (biografia), Cotovia
Zé Luís Costa, 20 poemas a Anton Webern seguido de Aventuras, & etc.
Zhang Kejiu, Cinquenta "Xiaoling", Campo das letras

qual será a próxima pérola leiloada?


A Christie’s e a Sotheby’s tremem

o mundo assustador das promoções natalícias

Acaba de chegar um anúncio via mail que, em letras semi-garrafais, diz:


ESTE NATAL CORRA TUDO A LIVROS!!!




Isto assim dito
parece uma ameaça.
Se calhar
é.

o retrato do artista quando sábio


Ezra Pound por Frank Larese

uma notícia absolutamente inesperada

(...)

En la esquina había vehículos que esperaban a los saqueadores. La rápida intervención de la Bonaerense, alertada a través del 911 por los vecinos, permitió la detención de cuatro de los ladrones. Al titular de la Comisaría 2ª de Trujui le resultó extraño todo el episodio. También que no tuvieran antecedentes. Pero lo que más le llamó la atención fue verificar el domicilio de los presos. Los cuatro están domiciliados en La Plata. A la Justicia le resultó extraño que hicieran 60 kilómetros para robar un changuito en un supermercado chino, en una barriada pobre.
(...)


Em relação a este changuito, também conhecido por carrinho de compras,
aconselhamos os senhores ladrões a não se darem a tanto trabalho,
roubem mesmo nas redondezas.

nem na sapataria oliveira




sobre comentários e perguntas

Quando o autor de um comentário ou de uma pergunta quiser resposta, por favor, deixe uma forma de contacto. Por razões do forro íntimo, o livreiro não responderá a palavras anónimas.

FWD:


Subject: POETAS PARA DAR - VÃO SER ABATIDOS

PARA DAR - VÃO SER ABATIDOS/ VER FOTOS DOS POETAS!

Mesmo que não estejam interessados, divulguem pelos vossos contactos, SFF!! É uma ninhada de 6 Poetas a 2 semanas de serem abatidos! Quem é que quer um? Pois se ninguém os quiser, daqui a 2 semanas os donos terão que os abater... Se não vos interessar, divulgem o mail, por favor. Quem estiver interessado contactar:

sousalara@hotmale.com; pslopes@chopin.org; cavacoymaria@bolyqueime.pt

19 dezembro, 2008

há mais marias na terra

Além de um poema recebido na noite de ontem,
três disquinhos bastam para alegrar a tarde de hoje:


Aman Aman - Música i cants sefardis d´orient i occident
Rokia Traoré - Tchamantché
Osvaldo Golijov - Aindamar (pela orquestra sinfónica de Atlanta)

18 dezembro, 2008

Alguns autores da Apenas

C. Marques, Aníbal Silva St., Albert John, Maria Paula Raposo, Maria Matos, Margarida Diniz, P. Esse Lopes, João Barbosa, João L. Barbosa, Ana Porto, Manoel da Arriaga, Dólar Buq, Kya Saz / Lopo Ulrik, Francisco Taveira de Magalhães, Carlos Couto Sequeira Costa, Manuel de Castro Granado, Pedro Proença, Carlos Peres Feio, António Francisco Mistral, Nuno Rebocho, João Barbosa, Manuel Filipe, João Barbosa, Ana Porto, Jorge Castro, La Lica, Garízio D.B.

graças a deus

Ainda cá não entrou nenhum ministro.
Em contrapartida, entrou muita gente civilizada.

uma notícia absolutamente inesperada

17 dezembro, 2008

a propósito da oferta referida abaixo

Alguns títulos disponíveis de António Barahona:

Amor único, Arcádia, 1978
Insónias e estátuas, edição do autor, 1961
Isto, edição do autor, 1958
Livros da Índia, Imprensa Nacional, 1984
O sentido da vida é só cantar, Assírio & Alvim, 2008
Pátria minha, Guimarães editores, 1980
Ritual análogo, Rolim, 1986
Rizoma, Guimarães editores; 1983
Sombra das minhas mãos, LG, 1998
Viajante Oxalá, Guimarães editores, 1986

agradecimento sincero

O gentilíssimo Ricardo Álvaro, da Guimarães editores, apareceu com um presente: Dois livros. Um de António Barahona e outro de José Duro. Diz ele que a oferta se deve a uma amável senhora chamada Mónica Félix. Aos dois, muito obrigado.

top de perguntas de clientes que acham isto um bocadinho estranho

- Mas isto é só mesmo poesia?

- Tem todo o tipo de poesia ou só da que rima?

- Há aqui aquele poeta, ai-como-é-que-ele-se-chama, que tem um livro sobre o amor, que tem amor no título?

- Tem poemas para senhoras?

- Os livros de poetisas estão misturados com os outros?

- Há poetas de côr?

- Tem alguma coisa temática sobre crianças ou desporto ou poemas que falem sobre o comer e o beber?

mortos vivos


Poemas, Georges Bataille,
Pretextos, 1997, 12€
(edição bilingue, francês-castelhano, tradução de Manuel Arranz)



NUIT NOIRE

Tu te moqueras de ton prochain comme de toi-même

Tirez l´amour de l´oie
de la rate de grands hommes

L´oubli est l´amitié de l´egorgé

Révérence parler
je m´en vais.

Georges Bataille

***

NOCHE NEGRA


Te burlarás de tu prójimo como de tí mismo

Ganad el amor de la oca
del hígado de los grandes hombres

El olvido es la amistad del ahorcado

Con perdón
yo me retiro.

Tradução de Manuel Arranz

e nós rimos muito


Maria Bethânia fala de e canta Vinicius de Moraes



Poema dos olhos da amada

16 dezembro, 2008

mais um top de vendas comprado

Ernesto-Sampaio-Alejandra-Pizarnik-Carlos-Mota-de-Oliveira-Adília-Lopes-Fernando-Assis-Pacheco-Sylvia-Plath-Miguel-Martins-Alda-Merini-Herberto-Helder-Adélia-Prado-Manuel-de-Freitas-Blaga-Dimitrova-Carlos-de-Oliveira-Ana-Hatherly-Rui-Pires-Cabral-Maria-Velho-da-Costa-Miguel-Manso-Cristina-Campo-Mário-Cesariny-Miriam-Reys-Mário-Quintana-Cora-Coralina-Ernesto-Cardenal-Adrienne-Rich-Luis-García-Montero-Sophia-Rui-Caeiro

mortos vivos


Mágoa das pedras
, Joaquim Castro Caldas,
Deriva, 2008, 12€






um amigo

chora no ombro onde pousa
o amigo é um violino
estimado, obstinado,
mesmo se dorme ao colo aberto de pau santo
de alfinete paciente e carinho antigo
o virtuoso ausente
omnipresente como um príncipe
e prenhe do murro seco
no estômago do mundo
o amigo é um chicote de raios de sol
para sacudir e arejar o pólen ao corpo indefeso
ao coração inocente e sábio
e ao suor da planície
é um homem à rasca pelo que fez por nós
mas não disse, não disse

Joaquim Castro Caldas

a dado momento


Uma pessoa está na sua livraria, ouvindo queixas dos seus botões, e zás:

Um pianista entra, conversa sobre livros, música, conta a história do John Cage e do seu professor, e no fim diz: Já ouviste o Cântico dos Cânticos cantado? Que não, responde a pessoa que anteriormente falava com os botões. O pianista começa a cantar e livros, estantes, sofá, vidros e o ouvinte, ficam de bocas abertas muito próximo da tal overdose de beleza de que falava o poeta Al Berto.

os cães ladram e o caravana volta


Caravana
, Rui Manuel Amaral,
Angelus Novus, 2008, 12.5€


Caravana é um profundo e revelador mergulho na realidade do Portugal post mortem.
Desidério Frouxo


Caravana is nice. Very nice.
Michiko Kakutani


Caravana é um livro que nada tem a ver com Herberto Helder.
Maria Estrela Sebes

um poema de Fabio Morábito



Em Diez de ultramar, uma antologia de dez poetas sul americanos editada pela Visor.

15 dezembro, 2008

em tempos de crise é melhorar celebrar o mais rapidamente possível


Poesia incompleta*

Há 3 semanas a vender
quadras, éclogas e vilancetes



* Também temos poetas que não sabem rimar

obrigado Rui

Está o livreiro a desfazer-se em cortesias para com um visitante que pergunta por José Emílio-Nelson, dizendo: O que é que tem do José Emílio-Nelson? É que eu gosto de me ver ao espelho. Toca o telefone e uma voz diz:

- Estou, é o Rui. Não estou a ligar-te do meu número, já deves estar a imaginar de onde te ligo.

Meio livreiro-meio vegetal, o livreirito responde: - Não, não estou a ver.

Vou passar-te a Ana Hatherly
, diz Rui com a simpatia tímida que o caracteriza.

O livreirito pula de alegria, pensa na amada, dá três vivas à república, recompõe-se e ouve a voz de uma sábia dizer um par de frases muito amáveis, agradece doze ou treze vezes e ganha o dia.

o senhor Pessoa tinha coisas curiosas

[Solenemente]

Solenemente
Carneirissimamente
Foi aprovado
Por toda a gente
Que é, um a um, animal,
Na assembleia nacional
Em projecto do José Cabral.

Está claro
Que isso tudo
É desse pulha austero e raro
Que, em virtude de muito estudo,
E de outras feias coisas mais
É hoje presidente do conselho,
Chefe de internormas* animais,
E astro de um estado novo muito velho.

Que quadra
Isso com qualquer espécie de graça?
Nada.
A Igreja Católica ladra
E a Maçonaria passa.

E todos eles a pensar
Na vitória que os uniu
Neste nada que se viu
Dizem, lá se conseguiu,
Para onde agora avançar?
Olhem, vão p´ra o Salazar
Que é a puta que os pariu.

[1935]

* Na edição crítica da IN-CM, "infernanças"


in Contra Salazar, Fernando Pessoa, Angelus Novus, 2008

mais uma ajuda aos poetas



A quem precisar de rimas em ÓSCA
aconselha o senhor Visconde de Castelões

s.

bosca
fosca
Osca
posca
Tosca
introsca
marosca
arriosca
rabiosca

a.

pitosca

olha um livro daquela senhora dos gatos

Emanuel Félix e Eugénio de Andrade


fotografia cedida a troco de quatro ceroulas por Miguel Martins

a foto original é maior e tem um opel corsa ou um ford fiesta
que o livreiro decidiu de forma ignóbil censurar

e mais daqui a pouco



Chegam os dois livros da nova colecção da
Tea for one, matéria mínima.
penúltimos cartuchos, de Miguel Martins
e
conta-gotas, de Filipe Homem Fonseca.

frenesi não é a mesma coisa que corropio



Tratamento de choque, Karen Finley, 16€
Nuez, Rui Baião e Paulo Nozolino, 28€
De regresso ao campo de honra, Paulo da Costa Domingos, 14€
Cadeias de transmissão, Fátima Maldonado, 20€
Asfalto, Paulo da Costa Domingos, 9€

e outros títulos da frenesi
disponíveis na livraria das quadras

boxe poético editado pela velocíssima e expedita Angelus Novus*

17€

* A Angelus Novus é uma editora de Coimbra. De Coimbra para o mundo mandam livros bem feitos, e têm um catálogo tão surpreendente que vai de Derrida a Rui Manuel Amaral. Além de tudo o que gatos e literatos possam dizer sobre os livros, o livreirito afirma solenemente:

Quem trabalha na Angelus Novus é gentil e célere.
Abençoados sejam.

não são o ABC da Vida de um Ninja mas ainda assim dão muito jeito em certas e determinadas situações



10€


14€

13 dezembro, 2008

mais um elenco


Abade de Jazente
Alberto Pimenta
Álvares de Azevedo
Álvaro Cunqueiro
António Franco Alexandre
António Manuel Couto Viana
António Osório de Castro
Bocage
C. Day Lewis
Corsino Fortes
Daniel Maia Pinto Rodrigues
E.M. de Melo e Castro
Ferreira Gullar
Francisco Quevedo
Günter Eich
Helder Moura Pereira
Henriqueta Lisboa
Joan Brossa
Luís Pignatelli
Mahmud Darwish
Manuel Bandeira
Miguel Serras Pereira
Oscar Wilde
Paul Durcan
Paul Verlaine
Paula Tavares
Paulo Teixeira
Peter Handke
Raul de Carvalho
Raul Leal
Robert Hass
Rosalia de Castro
Ruben Darío
Ruy Cinatti
Sebastião Alba
Sosigenes Costa
W.H. Auden
Wallace Stevens
Yannis Ritsos
Zé Luís Costa

12 dezembro, 2008

MM e RC

RC, conhecido sábio, poeta, tradutor, falando na sua condição de prefaciador para o editor Miguel Martins.

Se for curto, pode-se enchouriçar o prefácio.

a vida tem destas coisas

Depois de receber presentes de Espanha e do Brasil, uma encomenda da Opera Omnia, um muito simpático fotógrafo da Ler, uma adorável senhora turca que Gil de Carvalho aqui trouxe há dias, compradores espanhóis, tenho o prazer de rever este vídeo na excelsa companhia dos poetas Manuel da Silva Ramos e Miguel Martins.




Pound ouvindo os seus poemas na voz de Pasolini

11 dezembro, 2008

ainda e sempre a lógica que norteia esta livraria



OS BEST-SELLERS


do senhor Manso já não há nada, à conta de uma belabela rapariga
que entrou aqui e que, de uma penada, levou o
Quando escreve descalça-se e o Cirrose, do senhor Miguel Martins.

aquisições do dia

Abel Barros Baptista
Adília Lopes
Arlindo Barbeitos
Augusto Monterroso
Fernando Pessoa
Jacques Derrida
Jerónimo Corte-Real
João Cabral de Melo Neto
José Ricardo Nunes
Helena C. Langrouva
Henri Michaux
Miguel Martins
Paula Tavares
Rui Manuel Amaral
Sá de Miranda

Pessoa vs. Salazar nem chega a aquecer um lugarzinho nas estantes

Da Angelus Novos, entre muitos outros, chegou agorinha mesmo um curioso volume intitulado Contra Salazar. Os sábios senhores da editora supra citada reuniram palavras que Pessoa escreveu sobre o nosso saudoso timoneiro. Já foi vendido e agora hão-de vir outros.

amigo, amigos

O primeiro fundo de edição comprado tinha que ser do livro de um amigo: Desta sorte, a poesia incompleta é hoje proprietária do pouco que resta do Cirrose, livro de Miguel Martins, num estilo barroco-beat, e editado pela Fenda.

o começo de um livro é precioso* (o de um grande poema também)


De João Cabral de Melo Neto,
o começo de o Cão sem plumas


* Maria Gabriela Llansol

tem aqueles rapazes...?



Manuel de Freitas e Rui Pires Cabral são dinheiro em caixa para as editoras


10 dezembro, 2008

quase um arranjo florar


Os livros do Teatro de Vila Real



Todos baratos (7€)
e
quase
todos bons

ordeiramente e em fila indiana

lá vão entrando ou reentrando na poesia incompleta


Adrienne Rich
Allen Ginsberg
Ângelo de Lima
Blaga Dimitrova
Cacaso
Carl Sandburg
Carlito Azevedo
Duarte Belo
Fernando Assis Pacheco
Gregory Corso
João Cabral de Melo Neto
Joaquim Castro Caldas
Jorge de Lima
Manuel Gusmão
Marilar Aleixandre
Mário Cesariny
Mutimati Barnabé João
Russell Edson
Tom Waits
Walt Whitman

09 dezembro, 2008

volta a ficar dito



enviámos, enviamos e enviaremos livros pelo correio

Pai, filho e espírito santo


Já cá cantam os livros do Teatro de Vila Real


A.M. Pires Cabral

Manuel de Freitas

Rui Pires Cabral

entre outros

Livros novos


Já cá estão os livros da Deriva editores.

Livros esgotados


Comunidade
, Luiz Pacheco,

Contraponto, s/d, 75€

Por manifesta azelhice do digitalizador, já severamente repreendido, a capa parece bem menos bonita aqui.

coisas bem lindas


Come on in! - New poems
, Charles Bukowski,
Ecco - Harper Collins, 2006, 18€



Learicks, Edward Lear,
&etc, 2005, 13.5€
(uma das muitas pérolas paginadas por Olímpio Ferreira)

alegrias e misérias do livreiro

Finalmente, como a Trama e a Letra Livre, a poesia incompleta tem disponível a nova bomba poética de Miguel Manso*. O livro chama-se Quando escreve descalça-se, é uma edição da Trama e tem o simpático preço de nove euros, 9.



* Miguel Manso nasceu em Santarém em 1979 e vive em Lisboa. Entre o nascimento e o ano que ora finda, Miguel foi paraquedista no Badoca Park, advogado do Quarteto 1111 e das Doce, e gere um curral perto dos pastéis de Belém.

08 dezembro, 2008

amigo felino nos fez chegar

estas pérolas esgotadas.

A saber:

Como alguém disse, Luís Miguel Nava,
Contexto, 1982


Cesare Pavese, Emanuel Jorge Botelho,
edição do autor, 2004 (rara edição de 54 exemplares)

A urna no deserto, Fátima Maldonado,
frenesi, 1989


A pão e água de colónia (seguido de uma autobiografia sumária), Adília Lopes,
frenesi, 1987


A cicatriz do ar, Jorge Fallorca,
Black son editores, 2001

Livros novos


Fuentes del viento
, Pierre Reverdy,
La Poesía, señor hidalgo, bilingue (francês-castelhano), 17€



Guerre

La terre immobile
Et l´été brûlant
Prudence
Des casques protecteurs
J´ai fait mon vêtement
et l´hiver qui s´avance
n´y fait rien
On doute encore plus de soi-même
On peut essayer de n´y pas croire
Les mouchoirs qui pendaient aux balcons
tricolores en signe d´allégresse
ont déteint
Et la figure attristée
Visage des visages
La mort passe sur le chemin
attendant que l´on se prosterne
Mais quel autre poids que celui de ton corps
as-tu jeté dans la balance
Tout froid dans le fossé
Il dort sans plus réver

Pierre Reverdy

***

Guerra

La tierra inmóvil
Y el verano ardiente
Prudencia
Cascos protectores
He hecho mi vestido
y el invierno que se adelanta
no hace nada
Duda aún más de sí mismo
Podemos intentar no creerlo
Los pañuelos que cuelgan de los balcones tricolores en señal de júblio
han desteñido
Y la figura estristecida
Rostro de rostros
La muerta pasa por el camino
esperando que nos prosternemos
Pero qué otro peso que el de tu cuerpo has arrojado a la balanza
Todo frío en la fosa
Duerme sin soñar nunca más

tradução de Guillermo F. Rojano

06 dezembro, 2008

até ao fim do mês


os portes de envio são oferecidos*.


* salvo, claro, para encomendas que envolvam rinocerontes, búfalos e outros bivalves.

05 dezembro, 2008

tarde tranquila com gente que gosta da coisa

Vários foram os visitantes, ainda cá estão alguns. Conversam, perguntam, sugerem, dizem mal e bem, dão alento e prazer a quem os recebe.


Por sugestão, volta a ficar claro:

Livros pelo correio, sim, é já coisa praticada.

Pedidos de aconselhamento xamânico,
encomendas e esclarecimentos,
devem ser enviados para o mail:

poesia.incompleta@gmail.com

as boas raparigas vêm para a poesia incompleta


Alejandra Pizarnik, Ana Cristina Cesar, Anna Akhmátova,
Margaret Atwood, Sharon Olds, Sylvia Plath.

até passando de carro apetece

poesia... gosto muito de Florbela Espanca e Fernando Pessoa

Amalia Bautista, Amy Lowell, Ángel Crespo, António José Forte, Archibald MacLeish, Blaise Cendrars, Charles Simic, Dylan Thomas, Edmundo Bettencourt, Edwin Morgan, Ferreira Gullar, Fernando Assis Pacheco, Georges Bataille, Glauco Mattoso, Henri Michaux, José Lezama Lima, Mário de Andrade, Nâzim Hikmet, Paul Durcan, Raymond Carver, Robert Hass, Teixeira de Pascoaes,Tonino Guerra, Yannis Ritsos, Yves Namur.



ou a poesia incompleta a ganhar forma

04 dezembro, 2008

parecendo que não este senhor também é um senhor


A coney island of the mind
, Lawrence Ferlinghetti, New directions, 14€

ora aqui está uma bela antologia


Poemas
, Luis García Montero, Visor, 16€


Anda também pelas estantes um livro com cd, editado pela mesma casa, em que o poeta lê, e muito bem, uma outra escolha de poemas.

Livros esgotados

Melânquico, Sousa Fernando, Livros sem editor,
1970, assinado pelo autor, 35€


Raríssima edição do único livro do autor Sousa Fernando, que posteriormente passou a assinar como Jaime Rocha. Exemplar impecável, sem capa cansada ou picos de acidez. *


* Ridícula tentativa do livreirito se disfarçar de Luís Gomes, o sábio.

03 dezembro, 2008

5 pinturas de 13

Guilherme Faria, nasceu em Pitões das Júnias, em 1819, estudou no Convento de Rilhafoles, viveu na Eritreia, baptizou o Perito Moreno, em homenagem a um dos seus nove filhos nascidos na América do Sul, foi comerciante de anzóis em Badajoz. Numa das suas fugazes visitas a Lisboa, Guilherme conheceu Jorge Roque, escritor nascido em 1839, que na altura vivia maritalmente com a recentemente falecida Milu, jogava ao bate-pé com uma admirável codícia, e era dependente de empadas de vitela e galões de máquina escaldados em copos de penalty.
As sem vergonhices praticadas pelos dois foram, durante décadas, assunto das várias gazetas reais e pasquins sefarditas.
Em 1910, depois de praticamente terem cortado relações à conta de um desentendimento sobre a importância futura de José Jorge Letria, conheceram Manuel de Freitas, grande proprietário de terras ribatejanas, jacobino da primeira hora, principal responsável pela divulgação do macramé em terras portuguesas, e imparável jogador de subbuteo.


Desta quasi centenária relação, nasceu Broto Sofro, um livro de Jorge Roque, com treze pinturas de Guilherme Faria, editadas pela Averno. Cinco dos quadros estão nas paredes da Poesia Incompleta.

02 dezembro, 2008

resposta a um comentário sobre o Dicionário de Rimas

Cara Inês S.

O exemplar cuja capa foi digitalizada pertenceu a Camões e Bocage. Hoje, depois de várias carambolas bibliófilas, é ferramenta indispensável para um livro em preparação de Rui Pires Cabral*. No entanto, se quiser encomendar outro exemplar, mande um mail.


* O autor está em negociações avançadíssimas com a Averno, dizendo-se mesmo em alguns mentideros literários que em 2010 sairá uma luxuosa edição de seiscentos e sessenta e seis sonetos que confirmam as suspeitas sobre Rui Pires Cabral ser o mafarrico.

livros de amigos


O pack, com guita e tudo,
dos três primeiros livros de Henrique Manuel Bento Fialho, 35€.
Todos os livros estão assinados.


NEOMéNIA seguido de Outros exorcismos, Associação Cultura Jovem, 1997 *

Entre o dia e a noite há sempre um sol que se põe
, edição do autor, 2000

Antologia do esquecimento
, edição do autor, 2003

* Ainda como Manuel Bento

de um prefácio

O Sr. Visconde de Castelões, apesar da sua provecta idade, abalançou-se a empreender e levar a cabo uma obra que traduz aquele esforço e boa vontade que todos lhe reconhecem, quando pretende prestar qualquer serviço em prol daqueles que se dedicam a qualquer ramo de cultura de espírito. Por isso, com o mesmo entusiasmo, amor e carinho que sempre manteve pela poesia e bem revelou quando, juntamente com Júlio Brandão, empreendeu a publicação do Soneto Neolatino, nos aparece ele agora, sempre com os olhos postos na cultura das belas-letras, a dar à luz da publicidade uma obra extenuante para a sua idade, o Dicionário de Rimas, quando tudo lhe aconselhava somente repouso e descanso.
(...)

Francisco Torrinha

in Dicionário de rimas, Visconde de Castelões, Editorial Domingos Barreira, s/d, Porto

sobre a livraria

Respondendo à pergunta que alguém deixou na caixa de comentários,
aqui fica o horário e uma ou outra nota sobre a livraria:

De segunda a sábado, entre as 10h e as 19.45h, estamos de porta aberta;

Enviamos livros pelo correio;

Respondemos o mais rapidamente possível a quem nos contacte;

Custa-nos muito dizer que não é possível encontrar o livro que nos pedem,
por isso procuramo-lo à exaustão;

Frequentemente aconselhamos outras livrarias;

Fazemos embrulhos muito atrapalhadamente.

01 dezembro, 2008

entretanto

Na Rua Cecílio de Sousa, 11, uma paz acompanhada.



Depois de terem entrado Delfim Lopes e Ana Beatriz
para deixar
Et cítara, edição de autor,

cá esteve o mestre-amigo-maestro Fernando Alves. Entrou, perguntou, respondeu, riu-se e falou da chuva, do passe 7 colinas, do mar, de jornalismo, da sua amada, com o talento e a inteligência que se lhe conhece. Comprou três livros, levou um de oferta (Cirrose, Miguel Martins, Fenda).

A Tsf tem aqui o podcast (logo o primeiro programa a aparecer) do Sinais.
Correi a ouvir este senhor.

revisionismos e acrescentos

Por razões que o livreirito se escusa a apresentar, foi aqui divulgada uma inverdade histórica. Quem fez cinco anos foi a revista de lavores Telhados de vidro e não a editora Averno, que conta já com seis bonitas primaveras.


Como pedido de perdão, aqui fica um poema de Manuel de Freitas.

ERRATA

Onde se lê Deus deve ler-se morte.
Onde se lê poesia deve ler-se nada.
Onde se lê literatura deve ler-se o quê?
Onde se lê eu deve ler-se morte.

Onde se lê amor deve ler-se Inês.
Onde se lê gato deve ler-se Barnabé.
Onde se lê amizade deve ler-se amizade.

Onde se lê taberna deve ler-se salvação.
Onde se lê taberna deve ler-se perdição.
Onde se lê mundo deve ler-se tirem-me daqui.

Onde se lê Manuel de Freitas deve ser
com certeza um sítio muito triste.

in Terra sem coroa, Teatro de Vila Real, 2007